Justificativa da
Importância
Dessa forma,
propomos, em linhas gerais, discutir quais as principais dificuldades dos
professores no ensino de alunos que tem deficiência auditiva. A escolha desse
tema deve-se ao fato de haver dificuldades de comunicação entre os professores
e os alunos deficientes auditivos (SURDOS), o que faz com que possamos avaliar
qual seria uma alternativa para essa comunicação ser eficiente. Portanto, os
resultados aqui apresentados servirão de subsídios para o delineamento posterior
de pesquisa junto à docentes que lecionam na realidade educacional
abordada.
Abaixo
um exemplo de uma justificativa de um projeto voltado para leitura.
A
ideia é, por meio de textos agradáveis, criar o prazer da leitura de forma que
o livro faça parte da vida do aluno não só durante as aulas. Outra vantagem da
leitura é a melhora na produção escrita. Tenho contato com algumas mães que
compartilham comigo os avanços dos filhos nessa área. A qualidade da estrutura
oral do texto dos alunos é facilmente percebido. Acreditamos no poder da
leitura, que construirá em cada um desses futuros leitores, a consciência de
que o conhecimento será um poderoso aliado na sua formação de indivíduo e
cidadão. No processo avaliativo, todas as observações são válidas perante o
desenvolvimento da criança. Dependendo
da situação, o professor poderá desenvolver atividades que estimulem
determinadas habilidades que necessitarão ser trabalhadas durante a execução do
projeto.
O
processo avaliativo da criança é continuado, observe os seguintes pontos:
– Ela participa das atividades de leitura?
– Está desenvolvendo suas habilidades motoras,
e seus desenhos estão evoluindo?
– Presta atenção nas histórias e argumenta
suas dúvidas?
– É questionadora?
– Seu comportamento perante as histórias é de
entusiasmo?
Objetivos do Projeto
O Objetivo deste trabalho foi
analisar quais as principais dificuldades apontadas por professores do Ensino
Fundamental em relação ao processo-ensino aprendizagem na inclusão de alunos
com deficiências auditivas.
Abaixo
um exemplo de uma justificativa de um projeto voltado para leitura.
OBJETIVOS
GERAIS
· Proporcionar,
através da interação da criança com o adulto, tanto na escola como no ambiente
familiar uma oportunidade para as mesmas, de conviverem de forma dinâmica,
criativa e prazerosa com os adultos e com os livros de literatura infantil,
aguçando o seu desejo de transformar a sua realidade e a realidade a sua volta.
· Favorecer
a valorização da leitura como fonte de prazer e entretenimento;
· Socializar
informações;
· Ampliar
o conhecimento do mundo.
· Desenvolver
habilidades para a Língua Portuguesa de maneira lúdica;
· Favorecer
o desenvolvimento criativo dos alunos através de diferentes expressões tais
como: corporais, desenhos entre outros;
· Desenvolver
a sensibilidade dos alunos;
·
Desenvolver a capacidade
criadora.
Desenvolvimento
Etapa 1- Coleta de desenhos e relato das crianças com o tema “Meu amigo diferente
é especial”.
Maria Angélica e uma criança carismática e que faz
questão de ajudar sua amiga Júlia em todas as atividades.

Vinicius é uma criança que sempre gostou de ajudar
ao próximo, como mostra em seu desenho a sua amizade com Vitória que tem
autismo.

Desenho elaborado por Jonas especificando que todos
são iguais e que não existem diferenças em ambos.

Entrevistado: Ana Paula Moreira Santos
Idade: 35 anos
Formação: Pedagogia, Psicologia.
1. Como foi sua reação ao saber que teria um aluno surdo em sala de
aula?
O surdo usuário de
língua de sinais ainda é um desconhecido para a grande
maioria dos professores de ensino fundamental, médio, e superior. Sabe- se
muito pouco sobre a surdez, a educação de surdos e como eles se comunicam, que
seja, através de comunicação gestual ou oral. Minha primeira reação vou
confessar que não foi uma das melhores pois eu não tinha noção de como seria o
aprendizado dessa criança surda devido o meu total despreparo relacionado a
comunicação L1 (LIBRAS), com o passar dos tempos fui me adaptando e vi que tudo
o que eu havia imaginado no começo era totalmente diferente e pode ter certeza
que hoje sou uma outra pessoa bem melhor pois em vez de ensinar eu aprendi
muito com essas crianças surdas.
2. Como conseguiu desenvolver essa tarefa?
Com apoio de meus colegas de profissão e de um amigo que é Tradutor
Intérprete de Libras. Procurei apoio também Psicopedagógico com outros
profissionais que puderam me orientar e me encorajar a continuar pois essas
crianças precisavam de meus ensinamentos para continuarem seus estudos, afinal
eu já estava totalmente integrada no meio delas e de suas vidas escolares.
3. Quais os métodos que utilizou para ajudar a criança na aprendizagem?
Desenvolvi brincadeiras e jogos educativos com intuito de fazer com que
todas as crianças pudessem interagir com as demais para uma melhor comunicação
entre todas elas.
4. Qual foi a maior dificuldade?
Fazer com que elas mesmas se aceitassem como surdas pois algumas
crianças não aceitam e infelizmente acabam se afastando das outras, juro que
não foi nada fácil quebrar essas barreiras que existia dentro do pensamento
dessas crianças.
5. Como docente, qual a sensação de ter um aluno especial e saber que
você está ajudando-o a se desenvolver cada dia melhor?
É uma satisfação muito grande em receber esse aluno no âmbito escolar na
maioria das vezes a escola é o ponto de partida principal para esse aluno
desenvolver sua capacidade cognitiva e interagir com todos que fazem parte do
mesmo processo de ensino, sempre utilizo meios diferentes para que possa auxilia-lo mais e
mais na comunicação e em seu dia a dia.
6. Quais atividades proporcionava?
Os Jogos Escolares
acontecem nas escolas com alunos inclusos há 18 anos. Os campeonatos envolvem
várias modalidades como futebol de salão, arremesso de peso e salto à
distância. As atividades dos jogos são feitas tanto na escola como
externa, facilitando assim sua desenvoltura no meio esportivo.
7.Como era o convívio com outras crianças?
Algumas crianças que tem um grau de surdez ou que são totalmente surdas
vieram de outras escolas regulares e quando chegaram aqui percebemos uma total
diferença na hora do relacionamento com as outras crianças surdas devido à
falta de interação na escola anterior, com o passar dos meses essas crianças
foram ficando mais socializadas e interagindo com as outras.
8.Como era a resposta dada desse aluno a suas atividades e expectativas?
Tudo no início existe um pouco de timidez ou falta de aceitação nas
atividades exercidas mais com o desenvolvimento e a perseverança de cada um
tudo ficava mais fácil atingindo não praticamente a todas as expectativas.
9. Como era a sala e o número de alunos?
A sala de aula é adaptada especialmente para cada criança o número de
alunos é estimado em aproximadamente 15 a 17 anos nas turmas de 1ª a 4ª série,
essas salas de aulas são projetadas com aparelhos visuais para melhor
facilitação nas aulas que são apresentadas com vídeos educativos.
10. A escola era projetada considerando a inclusão de alunos com
deficiências físicas e mentais?
Sim, mais infelizmente temos poucos profissionais contratados e isso nos
deixa um pouco triste pois as crianças com o passar do tempo ficam
desestimuladas e algumas acabam desistindo devido a essa carência de
profissionais contratados.
11. Como era o espaço físico em relação a solos e rampas?
Os espaços são amplos e seguros para todas as crianças, já em relação a
rampas de locomoção a escola possui sim, porém não é utilizada devido não ter
crianças cadeirantes.
Sim utilizamos diversos recursos lúdicos, pedagógicos, e visuais para
desenvolver o lado cognitivo de cada criança e melhorar seu desempenho tanto na
vida pessoal quanto na vida escolar.
13. Há cursos de formação continuada periódica para capacitação dos
docentes?
Há reunião periódica de discussão de casos e estratégias para inclusão
dos alunos com deficiência?
Sim, essas reuniões são feitas e elaboradas semanalmente com um
propósito de melhorias para todas as crianças.
14. No intervalo tem brincadeiras dirigidas para alunos especiais com
acompanhamento de monitores?
Sim, temos uma equipe de apoio que monitora todas as crianças durante as
horas de intervalo influenciando-as com jogos lúdicos e brincadeiras tanto para
as crianças surdas quanto para algumas que são surdas com autismo.
Considerações Finais
A partir deste levantamento as dificuldades
apresentadas pelos professores em relação ao aluno com deficiência auditiva
envolvem a questão da comunicação, a qual se faz mediante a linguagem de
Libras. Isto é verificado, pois a maior parte dos professores não tem formação
em Libras, o que dificulta tal comunicação. Podemos também verificar através
das entrevistas que estes alunos apresentam em geral uma baixa autoestima, o
que provoca o seu isolamento em relação aos demais alunos. Além disso, a falta
de comunicação dos alunos deficientes auditivos com os demais dificulta sua
interação social na sala de aula. Portanto com essas asserções acima, o
aprendizado de tal aluno fica muito debilitado pela falta de uma comunicação mais
eficiente.
Com base na análise dos dados obtidos com as entrevistas, concluímos, ainda de forma parcial, que as dificuldades apresentadas estão relacionadas a falta de preparo do professor em lidar com os diferentes tipos de deficiências. Uma justificativa para essa conclusão está relacionada ao fato de que em sua graduação não houve o estudo de conteúdos suficientes sobre as temáticas da inclusão e das necessidades educacionais. Nos casos em que ocorreram tais enfoques teóricos, os mesmos não estavam diretamente relacionados com o modo prático de como agir com alunos com deficiência. Acreditamos que a formação deve ser ampla e atingir de forma teórica prática.
A partir disso, para o caso do aluno surdo, a presença do intérprete de LIBRAS é uma alternativa essencial para o processo de ensino. A presença desse profissional possibilitará com que a comunicação ocorra fazendo com que se desenvolva mais adequadamente o aprendizado do discente com deficiência auditiva. Entretanto, o trabalho do intérprete não pode ser encarado como panacéia, visto que sua formação não abrange o entendimento de significados específicos de conteúdos escolares como é o caso dos significados físicos. Estudar como o intérprete de LIBRAS compreende e comunica tais significados aos alunos com deficiência auditiva pode trazer indicativos para a superação de novos problemas educacionais oriundos da comunicação entre intérprete discente com a deficiência mencionada.
Portanto é complexo o problema, tendo em vista que há diferentes graus de surdez e a necessidade de suporte de outros profissionais especializados como já citado.
Com base na análise dos dados obtidos com as entrevistas, concluímos, ainda de forma parcial, que as dificuldades apresentadas estão relacionadas a falta de preparo do professor em lidar com os diferentes tipos de deficiências. Uma justificativa para essa conclusão está relacionada ao fato de que em sua graduação não houve o estudo de conteúdos suficientes sobre as temáticas da inclusão e das necessidades educacionais. Nos casos em que ocorreram tais enfoques teóricos, os mesmos não estavam diretamente relacionados com o modo prático de como agir com alunos com deficiência. Acreditamos que a formação deve ser ampla e atingir de forma teórica prática.
A partir disso, para o caso do aluno surdo, a presença do intérprete de LIBRAS é uma alternativa essencial para o processo de ensino. A presença desse profissional possibilitará com que a comunicação ocorra fazendo com que se desenvolva mais adequadamente o aprendizado do discente com deficiência auditiva. Entretanto, o trabalho do intérprete não pode ser encarado como panacéia, visto que sua formação não abrange o entendimento de significados específicos de conteúdos escolares como é o caso dos significados físicos. Estudar como o intérprete de LIBRAS compreende e comunica tais significados aos alunos com deficiência auditiva pode trazer indicativos para a superação de novos problemas educacionais oriundos da comunicação entre intérprete discente com a deficiência mencionada.
Portanto é complexo o problema, tendo em vista que há diferentes graus de surdez e a necessidade de suporte de outros profissionais especializados como já citado.
Referências Bibliográficas
BARBOSA LIMA, M.C., SANTANA, A. O mundo do silêncio: A
percepção do espaço em alunos surdos e ouvintes. In: Encontro de Pesquisa em
Ensino de Física, IX, Jaboticatubas, 2004. Anais – CD-ROM, Jaboticatubas, SBF,
2004.
BOGDAN, R; BIKLEN, S. K. Investigação em educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto Ed. 336p., 1994.
BRASIL. Decreto nº 5.626, de 22 de Dezembro de 2005. Regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de Abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, e o art. 18 da Lei nº 10.098, de 19 de Dezembro de 2000.
VYGOTSKI, Levi Semenovich. 1984. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes SANTOS, Roseli Albino dos. 2002. A trajetória de
alunos deficientes mentais em
Classes
especiais da rede pública estadual paulista. Dissertação de Mestrado. PUC/ SP.
AINT-LAURENT, Lise. 1997. A educação de alunos com
necessidades especiais.
In:
Mantona, Maria Teresa Eglér (org). A integração de pessoas com deficiência:
Contribuições
para uma reflexão sobre o tema. São Paulo: Memnon, pp. 67-76.
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